Arquivo para outubro, 2010

boy talk.

outubro 28, 2010

contrastando com meu post de um bom tempo atrás, ‘aquela tal malandragem não existe mais’ ( http://wp.me/p8Ejd-12 )..

ontem fui cortar o cabelo e lembrei de uma cena engraçada.

no post em questão, eu comentava que não se fazem mais borracharias como antigamente.

pois é. partindo da água pro vinho, ainda bem que os cabelereiros também tão mudando.

..

eu corto o cabelo num salão aqui perto de casa.
tá, eu sei. cortar o cabelo num ‘salão’ é meio gay. mas, convenhamos, é lá que o cabelo sai bem cortado.

sempre corto com um cara bem gente boa, o gilson. substituto atual do oswaldo, lá de pelotas, que, além de cortar o cabelo muito bem, sempre me deixa dando risada e feliz quando eu saio de lá.

pois bem. nas férias do gilson, ano passado, eu andei cortando o cabelo com o substituto dele, um carequinha bem legal que, por mais que eu force, não vou lembrar o nome agora.

e o carequinha é.. bem.. digamos, NÃO o que se esperaria de um cabeleireiro.

a gente passava o tempo todo falando de mulher. assuntos sobre mulher que enrubeceriam mulheres, na verdade. no meio de um salão de beleza.

era uma sensação muito engraçada. ali, no meio do salão, aquele antrinho que as mulheres tem pra ter seu dia de princesa.. e a gente falando putaria, direto. era uma mini-retaliação ao futebol feminino e aos ‘pára de olhar pra bunda daquela mulher, thiago!’ que a vida nos impõe. era um ato heróico.

e, nessa época, eu me respaldei de coragem pra começar a levar a vip pra ler na sala de espera.

enfim. um dia, ele viu a minha vip em cima da mesa, parou de cortar o meu cabelo, e começou a folhear. ficou louco.

olhou pra um lado, olhou pro outro, e abriu uma gaveta.
e me passou uma sexy.

‘olha essa bunda, cara. olha essa bunda. vi a capa, e tive que comprar.’

e eu olhei.

era demais, mesmo. era uma dessas famosinhas, que não deram muito certo e acabaram na sexy. sem grandes relevâncias pro assunto. o simbolismo da coisa, isso sim, era muito relevante. uma sexy num salão de beleza. isso deveria ser proibido – acho, inclusive, que é. ponto pros homens. uma pequena vitória, um triunfinho.

‘fica pra ti.’

sério?

era sério. fiquei.

‘é que a minha namorada tá chegando aqui daqui a pouco. se ela me pega com isso..’

ah, NÃO!

serio, a minha cara murchou na hora. não deu pra evitar. aquele transgressor, aquele carequinha-meu-herói, o revolucionário.. era um pau-mandado.

eu levei a revista, mas acho que levei um pouco do orgulho dele junto aquele dia. não foi mais a mesma coisa.

uns tempos depois, ele desapareceu do salão. voltou o gilson, voltaram os papos divertidos.. mas nunca mais voltou o clima de putaria no salão. conversas sobre ceras e gelzinhos, sobre ‘cabelo que amassa com a touca do bloco’, mas nunca mais a bunda da tamara kehrwald (aí, ó, lembrei!)..

..

eu tenho certeza que esse carequinha ainda deve tar botando pra fuder em algum salão brasil afora. um espírito encoleirado, restrito, mas cheio de boa-intenção. detonando o rock’n roll.

borracharias, mirem-se no exemplo dos salões de beleza.

..

bom, não se pode ganhar todas.
e eu ganhei uma sexy, pelo menos.

 

l: the beatles – revolution.

morre uma lenda.

outubro 26, 2010

macacos me mordam, batman!
FUDERAM com o takedo.

..

sem almoço, entediado, e com vontade de mimos peri-provas, chamei a júlia pra ir jantar no takedo hoje. encher a cara de sushi.

e, pra minha surpresa, deveria não ter ido.

hoje, logo HOJE, começou o ‘esquema novo’ deles. o famoso buffet, delicioso, farto.. morreu.

..

logo na entrada, uma hostess simpática veio deixar um cardápio.

- buffet ou a la carte?
- buffet, claro.
- tá. o nosso buffet, como era antes, não tem mais. agora a gente tá fazendo uma apresentação diferente..

blá, blá, blá.

o buffet deles, antigamente tão bom, agora é uma mistura de daimu e cléber.
com tudo que eu não gostava no daimu e no cléber.

tem um monte de entradinha, tá mais ‘elegante’.. e, depois, vem um prato monstruoso com umas 5 ou 6 variedades. um exagero.

tem a desculpa de ter um cardapiozinho resumido pra poder escolher o que quiser, fora o que vem na mesa – a única justificativa deles de ainda chamar aquilo de ‘buffet’. problema é que, ao pedir um sabor específico, vem um pratinho cheio.

e a desculpa deles, original, era ‘evitar o desperdício’.

enfim. pra comer um tipinho específico, tem que pedir. dá pra pedir pra vir poucos, mas não é a mesma coisa, sabe? não tem mais aquilo de olhar um sushizinho que pareceu simpático no buffet. provar uma coisa nova. comer um ou dois de cada. não, não. agora, o buffet exige planejamento.

(..logo eu, que fui pro buffet do takedo pra fugir de tanto planejamento pras provas de residência!)

além disso, que que acontece? tu gostou de um tipo específico, tua namorada não. tu fica ali comendo, e ela fica esperando tu acabar. aí vem outro. ela come, tu fica esperando.

eu fui comer o primeiro sashimi depois de quase MEIA HORA de refeição.
buffet o meu OVO.

..

passa o tempo, e os motivos reais começam a aparecer.
‘problemas no fornecimento de lula e atum’, diz o garçom.

a lulinha deles defumada era uma das coisas mais gostosas que eu já comi na vida, poxa. e agora, não tem mais.

..

enfim. morre uma lenda.
o lendário buffet do takedo.

e, segundo fontes seguras, veio pra ficar. sem planos de voltar ao esquema antigo.

ah. e o preço, que já era caro, ACHO que aumentou.
claro, agora eles são um ‘sushi gourmet’.

PORRA.

..

até comentei com a hostess, que, no final, veio, toda simpática, de novo, perguntar se a gente tinha gostado.

ela não seguiu muito simpática quando eu e a júlia começamos a dizer porque a gente não gostou. tá gostoso, mas não é mais o takedo.

enfim. não volto mais.

..

e sem piadinha final.

com assunto sério, não se brinca.

 

l: the black keys – things ain’t like they used to be.

playlistism.

outubro 20, 2010

don’t drink the water, you little thing. it’s quite a time bomb.

actually, you might die trying.
and we’ll all lie in our graves, besides minarets, just for tripping billies. not the joyride u expected, no smooth rider today. no louisiana bayou for u, hon’.

but.. if we do, please – shake me like a monkey. times seven.
..no, wait. that’s just the cornbread speaking.

(eh hee! i did it again!)

..

já diria o profeta jamé: foi um investimento.

muito prazer. thiago.
i believe we weren’t introduced before.

 

l: ..
(well, wouldn’t THAT be a spoiler? .))

sob medida.

outubro 18, 2010

deitado na cama, hoje, plena maratona da 5a temporada de house, finalmente me dei conta pra que que serve o pedacinho achatado da minha cabeça.

eu sempre soube que, atrás da minha cabeça, logo abaixo da cicatriz em forma de M e logo acima da protuberância occipital,  eu tenho um pedacinho bem achatado de cabeça. culpa dos 25% nordestinos da linhagem, acredito. bem achatadinho.

pois então.
descobri que, no ângulo certo, esse pedacinho achatado encaixa bem direitinho contra o móvel de madeira que fica atrás da minha cama. então, posicionando bem os meus dois travesseiros, eles formam uma ângulação ideal pra que a cabeça apóie no móvel e me deixe bem retinho pra ver tv na cama.

admito que fiquei bem orgulhoso da minha pequena descoberta.

só não digo que o effect é, na verdade, a cause, porque, como diriam os white stripes, you can’t do that. eu sempre tive essa planície cranial, e, portanto, piadinhas à parte sobre a quantidade de tempo que eu passo vendo tv, não, ela não foi causada pelo móvel. it’s the other way around. se eu não tivesse esse detalhe anatômico que torna a posição tão prazerosa, será que eu passaria tanto tempo vendo house?

..

cada episódio de house dura 43 minutos, aproximadamente. cada temporada tem 24 episódios, aproximadamente.
e eu sempre, SEMPRE, fui pró-maratonas. adoro virar madrugadas maratoneando.
(vendo séries, vendo séries)

comprei hoje, numa tacada só, a 5a e a 6a temporadas. na tv, já tá quase no meio da 7a, imagino eu. mas a minha falta de tempo crônica e a minha obsessão por ver essas séries em sequência me deixam bem atrasado. e me levam a fazer essas maratonas nos tempos de calmaria – ou seja, nas férias.

e, cara, eu adoro elas.
(as maratonas, e as férias!)
(duplo sentido intencional. see what i just did there?)

enfim. ontem ia dormir às 3 da manhã, quando acabou o 3o dvd. tava alugando – o que, é claro, me levou à locadora em plena madrugada e me fez alugar o 4o e ir dormir às 6h.

hoje, definitivamente, não vai dar pra ver tudo. faltavam o 5o e o 6o dvds. pelo meu raciocínio, aproximadamente ainda umas 6h de 5a temporada pela frente. gostaria, mas não vai dar. amanhã, começam os estudos.
responsabilidade, rapaz.

..

aí, no meio do raciocínio, eu parei pra olhar pra tela da tv.
o kutner morreu.

no mesmo momento, eu pensei ‘me fudi’.
é bom eu encaixar bem esse pedacinho achatado da cabeça contra o móvel, que lá vem outra madrugada sem dormir.

o que são mais 3 horinhas, pra quem já tá de pé às 4h?
e hoje é domingo. uma madrugada de domingo, pra ser mais específico. se tratando da minha relação com as madrugadas de domingo, it fits.

..

respondendo a minha pergunta: sim, mesmo sem esse detalhe anatômico que torna a posição tão prazerosa, eu ainda assim passaria tanto tempo vendo house.
tô pra te dizer, aliás, que eu acho que a culpa É do house.
(culpa do pedacinho achatado atrás da cabeça, e culpa do assassinato do kutner!)
(duplo sentido intencional. see what i just did there?)

 

l: os mutantes – balada do louco.

 

(fraquinho, mas só pra desenferrujar. quase um ano parado, pô. give the po’ man a break .))

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