Arquivo para 8 dezembro, 2010

fazendo amigos.

dezembro 8, 2010

só pra dividir com a galeris a minha cartinha de recurso contra a arguição curricular do hcpa.
(pensei SERIAMENTE em mandar o poeminha como recurso, mas achei que eles não iam levar tão na esportiva assim)

..

Gostaria de ser informado quais critérios foram utilizados para escalonar os candidatos na argüição curricular. Por motivo de aprendizagem, sobretudo, para futuras entrevistas – visto que, tendo tirado nota 2, dos cinco pontos possíveis, creio eu ter desagradado a banca de forma que julgo importante, e seria-me útil tomar conhecimento para não repetir outras vezes.

Eu estava doente no dia da entrevista, febril, e, ainda assim, tomei um banho, fiz a barba, penteei meus cabelos e vesti meu melhor terno. Cuidei do alinho do nó da gravata, e conferi se a camisa estava passada. Acredito que minha aparência estivesse, no mínimo, adequada para ocasião tão importante.

Na entrevista, fui pontual, cordial, e me expressei de forma que considero clara. Minha linguagem foi adequada, minhas respostas foram precisas ao que me foi perguntado. Admito, achei que me foi perguntado muito pouco sobre o currículo – sendo essa entrevista uma ‘arguição curricular’, conforme expressado no edital. Sendo que, sobre meu currículo, tenho a consciência limpa, já que obtive nota 4,75 sobre 5 – o que me leva a crer que minhas metas acadêmicas foram atingidas de forma satisfatória para a banca julgadora.

O que não me faz sentido é, portanto, justamente isso: se tirei 4,75 em critérios objetivos sobre o currículo, como posso ter tirado 2 sobre a argüição do mesmo? Respondi, sobre tal, tudo o que me foi perguntado. Acreditam não ser meu este currículo? Acreditam que eu tenha forjado alguma coisa? O que justifica essa nota?

Na entrevista, fui solícito e cordial. Respondi, inclusive, perguntas que me geraram constrangimento, como quando fui indagado sobre a nota que eu havia tirado na prova objetiva. E, diga-se de passagem, respondi. Admito que tive certa dose de espanto ao saber que a banca examinadora, que, ao contrário do que imaginava, estaria alheia à pontuação individual dos candidatos na prova objetiva – a fim de manter imparcial o concurso, como se é de esperar de uma grande instituição como o Hospital de Clínicas de Porto Alegre – sabia a nota de todos os candidatos concorrendo à vaga da residência em questão.

Sempre tive muito respeito pela instituição. Considero o HCPA como hospital de excelência, e parte dessa excelência se mostra na imparcialidade em concursos públicos. Recebi essa nota com grande constrangimento. Infeliz coincidência ou não, vi também que a nota das duas candidatas que cursaram a faculdade e residência no HCPA foi 5 na mesma entrevista, e a nota das outras duas candidatas que não o fizeram foi 2 e 1,25

Obtive no quesito currículo, modéstia a parte, uma das melhores notas do concurso. Eis, então, o meu choque, ao ver o contraste ao ter obtido, no outro extremo, uma das piores notas do concurso na entrevista.

Como já disse, por motivos de aprendizado. Creio que uma instituição que gradua uma ‘argüição curricular’, assim chamada, com notas tão díspares, deixa claro suas preferências quanto aos residentes. Gostaria, então, apenas de saber, como posso ter tanto desagradado a banca examinadora. Entenderia perfeitamente favorecer por uma pequena, mas justa, diferença, pessoas que já tiveram contato com os examinadores, pessoas que os examinadores consideram bons profissionais. Isso, sim, acontece em qualquer lugar.

Mas, receber nota 2, enquanto outros recebem nota 5, deixa bem claro para mim que estou muito aquém de suas expectativas. Aguardo, então, motivos, para que possa me portar melhor em entrevistas futuras.

Desde já, grato.

..

fazendo amigos, pessoal!

 

l: the black keys – act nice and gentle.

baby, you’re the best.

dezembro 8, 2010

amigos do hcpa:

o que será que, em mim, lhes desagradou?

será meu sorriso maroto
meu jeitinho de garoto
ou meu cabelinho escroto?

meu jeito de responder suas perguntas, alegre
ou ter comparecido à entrevista sob 39 graus de febre?

provavelmente, não gostaram do fato de eu ser um cirurgião
ter experiência com a faca e o queijo na mão
no melhor sentido da palavra, um varão
com esteto no pescoço e prancheta na mão

talvez, prefiram os ginecologistas
ou tenham algo contra minha formação médica marista
ou, simplesmente, antes de dar as notas, tenham fumado um cigarrinho de artista

seja lá a explicação, se é que exista
tirem-me do peito essa aflição
como puderam me dar DOIS na entrevista?!

decerto, querem me ver no conceição.

 

e um abraço BEM APERTADO pra vocês.

 

l: 8mm – nobody does it better.

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